A Austrália avançou com uma ação judicial contra a empresa norte-americana 3M, exigindo cerca de 1,43 mil milhões de dólares australianos (aproximadamente 7,2 mil milhões de euros) por contaminação ambiental causada por substâncias químicas PFAS.
O processo, apresentado no Tribunal Federal, acusa a empresa de poluição em bases militares australianas devido ao uso de espumas anti-incêndio contendo compostos resistentes à degradação, conhecidos como “químicos eternos”.
Segundo o governo australiano, já foram removidas cerca de 200 mil toneladas de solo contaminado, num dos maiores esforços de descontaminação ambiental do país.
As autoridades alegam que a 3M tinha conhecimento dos riscos ambientais associados aos PFAS, mas não terá informado adequadamente sobre os seus impactos.
A empresa, por sua vez, afirmou que vai contestar as acusações e que nunca produziu PFAS na Austrália, tendo deixado de vender esses produtos há cerca de 20 anos.
O caso é considerado uma das maiores ações judiciais ambientais movidas por um governo contra uma multinacional no país.