OMS alerta para crise de saúde mental entre médicos e enfermeiros europeus

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que um em cada três médicos e enfermeiros na Europa sofre de depressão e que um em cada dez teve pensamentos suicidas passivos no último ano.

O estudo, que envolveu mais de 90 mil profissionais da União Europeia, Islândia e Noruega, mostra um cenário preocupante: um terço dos trabalhadores relatou casos de bullying ou ameaças no trabalho, e 10% afirmaram ter sido vítimas de violência física ou assédio sexual.

As longas jornadas de trabalho também agravam a situação — um quarto dos médicos trabalha mais de 50 horas por semana, e cerca de 30% dos profissionais têm contratos temporários, aumentando a insegurança laboral.

Segundo Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, “esta é uma carga inaceitável para quem cuida de nós”. O responsável apelou aos governos e instituições para adotarem políticas de tolerância zero à violência, reduzirem a carga horária excessiva e reforçarem o apoio psicológico aos profissionais de saúde.

A OMS alerta que a crise de saúde mental no setor ameaça a própria segurança dos sistemas de saúde, com aumento de erros médicos, falta de pessoal e tempos de espera mais longos.

Kluge concluiu: “Não podemos permitir-nos perder médicos e enfermeiros para o esgotamento, o desespero ou a violência.”

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