OMS alerta que infertilidade é um problema de saúde pública ignorado e com acesso limitado a cuidados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a infertilidade como um problema de saúde pública “negligenciado” e pediu aos países que reforcem a prevenção, o diagnóstico e o tratamento. A agência estima que uma em cada seis pessoas enfrente infertilidade em algum momento da vida, afetando homens e mulheres.

Apesar da procura crescente por cuidados de fertilidade, o acesso continua reduzido e, em muitos países, os custos são proibitivos.
A OMS refere que uma única fertilização in vitro pode ultrapassar o rendimento anual médio de uma família, levando muitos a recorrer a tratamentos não comprovados ou a sacrificar a estabilidade financeira.

Nas primeiras orientações globais sobre infertilidade, a OMS recomenda que os países ampliem o acesso a tratamentos, promovam o direito de decidir se e quando ter filhos e invistam na prevenção, nomeadamente na redução de fatores de risco como o tabaco ou infeções sexualmente transmissíveis. Defende ainda diagnósticos rápidos, acesso a terapias eficazes e apoio em saúde mental.

A publicação surge num contexto de fortes desigualdades.
Na Europa, Bélgica e Países Baixos têm os sistemas mais acessíveis, enquanto Albânia, Azerbaijão e Kosovo surgem entre os piores avaliados.

A OMS promete novas recomendações em versões futuras.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Federica Mogherini detida em investigação antifraude da UE

A ex-chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, foi...

0

Juros das obrigações europeias sobem — mas não é por causa da inflação

Os rendimentos das obrigações europeias voltaram a subir...

0

Timor-Leste destaca novo acordo aéreo com Macau e reforço da cooperação com a China

O Governo timorense considerou essencial o futuro Acordo...

0