Ondas de calor intensificam secas súbitas em ritmo alarmante

Um estudo realizado por cientistas da Coreia do Sul e Austrália alerta que ondas de calor seguidas de secas estão a espalhar-se rapidamente pelo planeta, criando extremos climáticos mais destrutivos. A análise mostra que, desde a década de 1980, a superfície afetada por secas desencadeadas por calor aumentou de 2,5% para 16,7% em 2023, com tendência de crescimento devido ao calor recorde de 2024 e 2025.

Os pesquisadores destacam que quando o calor precede a seca, os efeitos são mais severos, gerando “secas-relâmpago” que surgem de forma súbita e sem tempo para preparação. Esses eventos foram observados em várias regiões, incluindo América do Sul, oeste da América do Norte, Alasca, partes de África e a bacia do rio Yangtzé na China.

Segundo os climatologistas, a combinação de calor, seca e risco de incêndios florestais, conhecida como extremos compostos, amplifica os impactos das alterações climáticas, tornando desastres naturais mais frequentes e intensos. Especialistas alertam que o ponto de viragem ocorrido por volta de 2000, associado ao rápido aquecimento do Ártico e à perda de gelo marinho, pode ter acelerado esta tendência, levantando preocupações sobre a possibilidade de efeitos irreversíveis.

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