A degradação dos solos e os efeitos crescentes da seca estão a custar quase US$ 880 mil milhões à economia global todos os anos, alerta a ONU neste Dia Mundial da Desertificação e da Seca. Sob o lema “Restaurar a Terra. Desbloquear as Oportunidades”, a campanha deste ano reforça o apelo à recuperação dos ecossistemas degradados como resposta à crise climática, à insegurança alimentar e à pobreza.
O secretário-geral António Guterres destacou que o ritmo da degradação é alarmante, com milhões de pessoas a serem forçadas a abandonar as suas terras, muitas delas em regiões já vulneráveis. Guterres salientou que restaurar a terra pode gerar enormes benefícios sociais e económicos, incluindo a criação de empregos, o fortalecimento da segurança alimentar e a proteção dos recursos hídricos.
Com foco especial na juventude e nas comunidades rurais, a ONU defende o aumento de investimentos em eco empreendedorismo e o acesso a oportunidades verdes para jovens, sobretudo em países em desenvolvimento. Mais de 1 mil milhão de jovens com menos de 25 anos vivem em áreas diretamente dependentes da terra, o que torna a capacitação e o envolvimento deste grupo essencial para a transformação sustentável.
O Dia Mundial da Desertificação também marca os 30 anos da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, com destaque para o compromisso renovado assumido na 16.ª Conferência das Partes, realizada em Riad.