ONU homenageia Nelson Mandela e apela ao combate às desigualdades e à pobreza

As Nações Unidas assinalaram o Dia Internacional de Nelson Mandela com um apelo à comunidade internacional para colocar o combate à pobreza e às desigualdades no centro das prioridades globais. Numa mensagem apresentada à Assembleia Geral pelo seu chefe de gabinete, Earle Courtenay Rattray, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo está a fazer “as escolhas erradas”, ao aumentar as despesas militares enquanto diminui o apoio ao desenvolvimento e à ajuda humanitária.

Na homenagem ao antigo Presidente sul-africano, Guterres destacou o legado de Nelson Mandela como símbolo da paz, da justiça e da defesa dos direitos humanos. Recordou que, mesmo durante os 27 anos em que esteve preso, Mandela demonstrou uma extraordinária capacidade de transformar o sofrimento em reconciliação, inspirando gerações na luta contra o apartheid, o racismo e outras formas de discriminação.

O tema da edição deste ano da efeméride centra-se no combate à pobreza e às desigualdades, desafios que, segundo a ONU, continuam a agravar-se devido aos conflitos armados, às crises económicas e às alterações climáticas. António Guterres sublinhou que centenas de milhões de pessoas permanecem sem acesso adequado a alimentação, água potável, cuidados de saúde e educação, defendendo um maior investimento no desenvolvimento, na proteção social e nos países mais vulneráveis.

Também a presidente da 80.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Annalena Baerbock, apelou aos Estados-membros para transformarem o legado de Mandela em ações concretas. A responsável lembrou que cerca de 808 milhões de pessoas vivem ainda em situação de pobreza extrema e que apenas um em cada cinco países está no caminho certo para reduzir para metade a sua taxa nacional de pobreza até 2030. A ONU voltou ainda a incentivar cidadãos de todo o mundo a dedicarem simbolicamente 67 minutos ao serviço das suas comunidades, em homenagem aos 67 anos que Nelson Mandela consagrou à luta pela liberdade, igualdade, solidariedade e paz.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Timor-Leste estreia exportação de sal para o mercado da Nova Zelândia

Timor-Leste enviou 300 toneladas de sal produzido em...

0

Eslovénia: Domínio dispara após adoção do termo “super inteligência” nos EUA

Os registos de endereços de Internet com a...

0

Turquia: COP31 coloca eletrificação e financiamento climático no centro do debate

A Turquia prepara-se para receber, a partir de...

0