A suscetibilidade à pneumonia não depende apenas do acaso. Investigações recentes indicam que fatores genéticos, aliados a hábitos de vida, influenciam de forma significativa o risco de desenvolver a doença e a sua gravidade, sobretudo entre idosos e pessoas com infeções respiratórias repetidas.
Um estudo realizado no norte da Europa analisou dados clínicos e genéticos de centenas de milhares de indivíduos e identificou várias variações genéticas associadas ao risco de pneumonia, muitas delas ligadas ao modo como o organismo reage à inflamação. Nos adultos mais velhos, surgem com especial relevo genes relacionados com o consumo de nicotina, o que ajuda a explicar a maior vulnerabilidade deste grupo.
Para além da herança genética, comportamentos como fumar e ter excesso de peso aumentam diretamente a probabilidade de desenvolver pneumonia, reforçando o papel da prevenção através de escolhas de vida mais saudáveis.
A doença continua a afetar de forma desproporcionada pessoas com doenças crónicas, sistemas imunitários fragilizados e contextos sociais mais vulneráveis. Segundo especialistas, compreender melhor estes fatores é essencial para reduzir o risco, melhorar a prevenção e orientar estratégias de saúde pública mais eficazes.