A corrida à sucessão de António Guterres como Secretário-Geral das Nações Unidas entrou numa fase decisiva, com os seis candidatos oficialmente nomeados a participarem num debate público perante a Assembleia Geral da ONU. A eleição do novo líder da organização acontece num momento em que as Nações Unidas enfrentam desafios crescentes, incluindo críticas à eficácia do Conselho de Segurança e uma grave crise financeira, que a própria organização descreve como uma “crise de liquidez existencial”.
Os candidatos em disputa são Michelle Bachelet, do Chile, María Fernanda Espinosa, do Equador, Rafael Grossi, da Argentina, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, e Macky Sall, do Senegal. Todos apresentaram as suas visões para o futuro da ONU e responderam a perguntas colocadas por Estados-membros e representantes da sociedade civil durante o fórum público realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
De acordo com o processo de seleção, cabe ao Conselho de Segurança chegar a um consenso sobre um único candidato, que será posteriormente submetido à aprovação da Assembleia Geral, onde necessita de obter maioria simples. A escolha do próximo Secretário-Geral deverá ficar concluída antes do termo do atual mandato de António Guterres, em 2027.
Tradicionalmente, o cargo tem seguido um princípio não escrito de rotação entre as diferentes regiões do mundo. Nesta fase, essa prática favorece candidatos da América Latina e das Caraíbas, o que explica a predominância de nomes oriundos dessa região entre os concorrentes. O futuro Secretário-Geral terá como principal desafio reforçar a credibilidade das Nações Unidas, promover o diálogo entre os Estados-membros e responder às crescentes crises internacionais que marcam a atual conjuntura mundial.