Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e agravar eventos climáticos extremos no mundo

Um forte fenómeno El Niño está a formar-se no Oceano Pacífico e poderá tornar-se o mais intenso dos últimos 140 anos, segundo especialistas. O fenómeno, que deverá desenvolver-se nas próximas semanas, tem potencial para agravar secas, cheias, ondas de calor e incêndios florestais em várias regiões do mundo.

A Organização Meteorológica Mundial prevê que as condições de El Niño persistam pelo menos até ao verão. No Brasil, os efeitos esperados incluem agravamento da seca em partes da Amazónia e do Nordeste, aumento do risco de queimadas e mais precipitação no Sul do país.

Especialistas alertam que, embora as alterações climáticas não tornem necessariamente o El Niño mais forte, intensificam os seus impactos. Uma atmosfera mais quente favorece fenómenos extremos, aumentando o risco de secas severas, cheias e recordes de temperatura.

O fenómeno poderá ainda afetar a agricultura, os recursos hídricos, a produção de energia e os ecossistemas marinhos, além de provocar perdas económicas significativas. Cientistas defendem que os sistemas de alerta precoce e as previsões climáticas são fundamentais para reduzir os danos e permitir uma melhor preparação das comunidades e governos.

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