Um novo relatório da Oxfam revela que os super-ricos estão a acumular riqueza a um ritmo cada vez mais acelerado, levantando sérias preocupações sobre desigualdade e democracia. Em 2025, a riqueza dos bilionários cresceu cerca de 16%, três vezes mais depressa do que nos cinco anos anteriores, atingindo um máximo histórico.
Segundo a Oxfam, quem está no topo poderá ganhar num ano tanto como metade da população mundial possui atualmente. Este crescimento vem acompanhado de maior influência política, com os super-ricos a moldarem regras económicas e decisões públicas em seu benefício, o que, segundo a organização, mina a democracia.
A Alemanha é um dos exemplos destacados: tem agora 172 bilionários, o quarto maior número do mundo. A sua riqueza conjunta aumentou 30% num ano, enquanto cerca de um quinto da população vive em risco de pobreza. Para a Oxfam, esta disparidade agrava a exclusão social e reduz a participação política dos mais desfavorecidos.
A organização defende medidas fiscais mais duras, incluindo impostos sobre grandes fortunas, para financiar justiça social, ação climática e reforçar a democracia. Alerta ainda que os super-ricos têm um impacto ambiental desproporcionado, sendo responsáveis por emissões de CO₂ muito superiores às da população mais pobre.
A mensagem central é clara: sem vontade política para redistribuir riqueza e poder, a desigualdade continuará a crescer, colocando em risco a coesão social e a própria democracia.