A taurina, aminoácido comum em bebidas energéticas, está no centro de uma nova polémica científica. Um estudo publicado na revista Nature sugere que a substância pode acelerar o crescimento de certos tipos de cancro, como a leucemia.
Os investigadores descobriram que células leucémicas, ao contrário das saudáveis, não produzem taurina, mas conseguem absorvê-la do meio envolvente, usando-a como “combustível” para proliferar. Em testes laboratoriais, a interrupção desse mecanismo abrandou a progressão da doença.
Apesar disso, tanto a FDA como a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar continuam a considerar a taurina segura em doses até seis gramas por dia. A maioria das bebidas energéticas contém cerca de um grama por lata, abaixo desse limite.
A taurina não é, por si só, prejudicial e pode até ter efeitos benéficos em situações clínicas específicas.
Contudo, os especialistas sublinham que o contexto e o estado de saúde de cada indivíduo são determinantes. O consumo excessivo, sobretudo em combinação com suplementos, pode implicar riscos, sobretudo se se confirmarem os dados que associam a substância à progressão de doenças oncológicas.