O Parlamento Europeu aprovou um novo adiamento da lei que proíbe a venda na União Europeia de produtos ligados à desflorestação após dezembro de 2020. A aplicação, inicialmente prevista para 2024, passa agora para o final de 2026 no caso das grandes empresas e para junho de 2027 para pequenas e médias empresas.
O recuo acontece após pressão de sectores industriais e de parceiros comerciais como Brasil, Indonésia e EUA, que contestam os custos e as exigências de rastreabilidade.
A Comissão Europeia justificou a prorrogação com dificuldades técnicas na gestão dos dados necessários ao controlo.
Organizações ambientalistas criticaram o atraso, alertando para o impacto contínuo sobre as florestas. Já alguns governos europeus consideraram o adiamento necessário para permitir adaptação às novas regras.
A lei abrange produtos como carne bovina, soja, café, cacau, óleo de palma e madeira, com o objetivo de reduzir a parcela europeia — cerca de 10% — na desflorestação global.