Com a apresentação da ata original do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela no âmbito da Reunião Ordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), a administração de Nicolás Maduro viveu outro revés na sua já questionada legitimidade, após as eleições presidenciais de 28 de julho.
Jennie Lincoln, secretária executiva do Centro Carter, ficou responsável por mostrar os documentos originais da CNE à comunidade internacional, e naquela ata a vitória de Edmundo González Urrutia foi ratificada com 67% dos votos.
Embora a Venezuela tenha-se excluído da OEA e questionado constantemente as suas resoluções, a seriedade do Centro Carter como observador imparcial (o único aceite pelo governo de Maduro) e que se retirou de Caracas após denunciar a impossibilidade de realizar uma verificação internacional, é um realidade inquestionável que obedeceu aos parâmetros globais.
Em Caracas, por sua vez, os fatores da oposição democrática rejeitaram o apelo, sem garantias a um “diálogo”, formulado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, funcionário acusado de crimes contra a humanidade e a UE lidera os esforços do poder executivo em exercício a ser ratificado a 10 de janeiro de 2025.
A Plataforma Unitária Democrática, juntamente com o embaixador González Urrutia e a líder María Corina Machado, rejeitou tal afirmação e apelou ao executivo venezuelano para estabelecer as bases para uma transferência de poder ordenada e pacífica.