Um ano é o período de tempo que o outrora superpoderoso e rico ministro do Petróleo da Venezuela, Tarek El Aisami, está “sem aparecer”, envolvido num dos mais grotescos planos de corrupção de que há memória, nos últimos 25 anos.
El Aisami (49), ex-líder estudantil da Universidade de los Andes e advogado de profissão, foi um dos homens mais poderosos e influentes, durante a época de Hugo Chávez e até março de 2023 sob a sombra de Nicolás Maduro.
Impossível ignorar um desvio dos cofres públicos da Venezuela, na ordem dos 17,66 mil milhões de dólares. Esse é o número que “desapareceu” depois que a Petróleos da Venezuela negociou quotas de petróleo bruto através de criptomoedas, para “ignorar” as sanções económicas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia àquele país.
Enquanto o Ministério Público, chefiado por Tarek Williams Saab, se dedica a acusações contra defensores dos direitos humanos como Rocío Sanmiguel e é acusado pelo gabinete do Alto Comissariado da ONU de negligência nas investigações de crimes contra a humanidade, um silêncio paira sobre o paradeiro de El Aisami.
Nada se sabe em concreto sobre o advogado de origem sírio-libanesa. Especula-se que poderá estar numa fortaleza militar ou até mesmo, que El Aisami esteja no Médio Oriente.