Voos mais caros e menos frequentes com subida do preço do combustível

O aumento do preço do combustível de aviação, impulsionado pelo conflito no Médio Oriente, está a levar companhias aéreas a subir tarifas e a reduzir voos. A escalada do petróleo, agravada por tensões no estreito de Ormuz e ataques a infraestruturas, fez disparar os custos operacionais do setor.

Várias transportadoras, como Cathay Pacific, AirAsia, Thai Airways e Qantas, já aumentaram preços, com subidas que podem chegar aos 15%. Outras, como Lufthansa e Ryanair, têm conseguido atenuar o impacto graças a contratos de cobertura de combustível.

Ao mesmo tempo, milhares de voos estão a ser cancelados. A SAS prevê cortar pelo menos mil ligações em abril, enquanto a United Airlines estima reduzir cerca de 5% da sua operação anual. A Air New Zealand também já cancelou mais de mil voos, afetando dezenas de milhares de passageiros.

A procura por rotas que evitem escalas no Médio Oriente e no Golfo está igualmente a pressionar os preços. Especialistas alertam que esta combinação de custos elevados e procura instável cria uma “tempestade perfeita”, podendo manter as viagens aéreas mais caras durante vários meses.

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