O preço do petróleo atingiu níveis não vistos nos últimos 40 anos devido ao prolongamento do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão. Na segunda-feira, o Brent subiu 28% e o West Texas Intermediate 30%, aproximando-se dos 120 dólares por barril antes de recuar ligeiramente, com o Brent a 119,04 dólares e o WTI a 118,46 dólares. Desde o início dos ataques aéreos, os preços acumulam uma alta de cerca de 50%.
A guerra ameaça o abastecimento global, uma vez que o Irão controla parte do Estreito de Ormuz, passagem crucial para o comércio de petróleo. Iraque e Kuwait reduziram a produção em resposta às perturbações, e ataques recentes atingiram instalações petrolíferas iranianas, podendo também forçar Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos a cortar a produção.
Economistas alertam que, se o conflito persistir, os preços podem superar os 120 dólares, elevando o risco de recessão global. As bolsas asiáticas já sofreram fortes quedas: a Coreia do Sul caiu 8% e a negociação foi suspensa por 20 minutos.
As autoridades norte-americanas minimizam o impacto, garantindo que a alta será temporária e que os preços do petróleo devem baixar assim que o conflito terminar, sem planos de expansão militar sobre instalações energéticas iranianas.