Angola inaugura Hospital Especializado em Queimados Julius Nyerere com tecnologia de ponta em Luanda

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, inaugurou o Hospital Especializado em Queimados Julius Nyerere, localizado na Centralidade do Kilamba, em Luanda, numa cerimónia testemunhada pela Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, e por familiares do antigo líder tanzaniano Julius Nyerere.

Acompanhado pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e por membros do Executivo, João Lourenço visitou as instalações do hospital, que está equipado com tecnologia avançada para responder a casos de grandes queimados, cirurgia reconstrutiva e outras áreas médicas especializadas.

A unidade, construída numa área de implantação de cerca de 99 mil metros quadrados, possui aproximadamente 52 mil metros quadrados de área construída, integrando edifícios hospitalares, técnicos e de apoio.

O Hospital Especializado em Queimados Julius Nyerere dispõe de 252 camas de internamento, incluindo 66 camas de cuidados intensivos para adultos, crianças e recém-nascidos. A estrutura conta ainda com um Centro de Hemodiálise com capacidade para 85 postos de tratamento, Central de Produção de Oxigénio Medicinal, seis salas cirúrgicas especializadas, banco de urgência com 29 camas de observação, unidade de tratamento de grandes queimados e serviços de fisioterapia e reabilitação.

Entre os equipamentos diferenciadores da nova unidade destacam-se as primeiras três câmaras hiperbáricas terapêuticas instaladas num hospital em Angola, sistemas avançados de imagiologia com ressonância magnética de 3 Teslas, tomografia computorizada de 128 cortes, angiografia digital, fluoroscopia e radiologia digital. O hospital integra igualmente laboratório central, unidade de endoscopia, neonatologia, centro de dados e um auditório científico destinado à formação e investigação médica.

Segundo João Lourenço, a atribuição do nome Julius Nyerere constitui uma homenagem ao primeiro Presidente da Tanzânia e a uma das figuras históricas do pan-africanismo, reconhecido pela defesa da liberdade, da educação, da saúde e da unidade africana.

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