O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, afirmou que o financiamento direcionado à transformação dos sistemas agroalimentares — com foco na eficiência, inclusão, resiliência e sustentabilidade — é essencial para prevenir crises alimentares e apoiar os mais pobres.
Durante a sua intervenção na Cimeira das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, realizada no Vaticano, Qu salientou que cerca de 80% da população mais pobre do mundo vive em zonas rurais, e a maioria está envolvida em atividades ligadas à produção de alimentos.
Dongyu referiu que a pobreza rural e a insegurança alimentar estão intimamente ligadas, e por isso é fundamental garantir o acesso de pequenos agricultores a serviços financeiros.
Destacou, também, que a FAO tem atuado para facilitar esse acesso, promovendo modelos inovadores de financiamento, como seguros agrícolas, soluções digitais e crédito adaptado às alterações climáticas.
Por outro lado, salientou a necessidade de reforçar a literacia financeira nas comunidades rurais e incentivar parcerias entre pequenos produtores, o setor privado e instituições financeiras, com o objetivo de criar cadeias de valor sustentáveis.
Por fim, destacou que a transformação inclusiva dos sistemas agroalimentares exige políticas públicas integradas que eliminem obstáculos e reduzam a discriminação contra grupos marginalizados, como as mulheres, que continuam a enfrentar profundas desigualdades.
Qu Dyong sublinhou ainda que apenas um sistema de financiamento mais equitativo, eficiente e inovador permitirá combater a fome e impulsionar o desenvolvimento sustentável.