O Primeiro Ministro Patrice Trovoada, através da AFAP, lançou na passada quarta-feira o projeto de energias renováveis, com vista à construção de uma central solar fotovoltaica (de 10 megawatt) e três minicentrais, no valor de mais de 60 milhões de dólares cofinanciado pelo Banco Mundial, BM, Banco Africano de Desenvolvimento, BAD e Japão.
O projeto de acesso a eletricidade limpa e resiliente foi apresentado numa reunião de consulta pública num hotel de São Tomé sob orientação da Agência Fiduciária de Administração de Projetos, AFAP de São Tomé e Príncipe.
Na sua intervenção, o diretor geral da Agência Fiduciária de Administração de Projeto, AFAP, Hélio da Almeida disse que “estamos a falar de um projeto que vem mudar de forma radical o setor energético do País”.
Hélio da Almeida sublinhou que este projeto visa a “redução de custo de eletricidade, melhorar ambiente de negócio e atrair investimento direto estrageiro no País”.
Segundo o coordenador da AFAP para área energética, Faustino Neto o projeto visa, essencialmente, a construção na ilha de São Tomé, de uma central solar de 10 megawatt e instalação de três minicentrais na ilha Príncipe bem como introdução de motores elétricos para embarcações na região incluindo fornecimento de kits solares a nível do País, sobretudo, às populações mais desfavorecidas.
“Este projeto tem como objetivo fundamental resolver o problema energético do país de base que é a produção elétrica e fazer com que o país aproveite mais as energias renováveis em vez de continuar a utilizar diesel”, acrescentou Faustino Neto.
Estima-se que São Tomé e Príncipe gasta aproximadamente cerca de 30 milhões de dólares anuais em despesas de fornecimento de energia resultante, sobretudo, da aquisição de combustíveis (fósseis) para sustentar as centrais térmicas (a diesel) no País.