O Secretariado Nacional do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) informou ter encetado diligências para “atacar judicialmente” a convocação de congresso extraordinário por um grupo de militantes e dirigentes do partido, que considera ser um “acto irresponsável”, qualificando de “perturbador e sem qualquer cobertura legal e estatutário”.
No Comunicado à imprensa, tornado público a 10 de Agosto, após um encontro alargado às Organizações sociopolíticas e à direção do SAB, o Secretariado do MADEM-G15 defendeu que há “uma mão oculta” na declaração da convocação de um congresso extraordinário do Movimento para Alternância Democrática, apresentada por elementos suspensos no partido e que lideram o Movimento de Apoio ao 2.º Mandato do presidente Umaro Sissoco Embalo, “com a cumplicidade de alguns dirigentes do Partido”.
“Como sempre, ignorando, por completo, a ordem jurídica guineense, em especial a Lei-quadro dos partidos políticos, e os procedimentos estatutários do Movimento para Alternância Democrática para convocação de um congresso extraordinário”, lê-se no documento.
No comunicado o secretariado Nacional do MADEM avança que “constata, compulsados os livros de registo de entrada, a inexistência de qualquer entrada de requerimento para solicitar a realização de algum congresso extraordinário nos termos previstos nos estatutos” e apelou a todos os dirigentes, militantes e simpatizantes “a não se associarem a este acto insensato, a se manterem calmos e com foco nas orientações da direcção superior do partido”.
A 9 de Agosto, um grupo de militantes, incluindo dirigentes suspensos, anunciou a realização do primeiro congresso extraordinário a 17 de Agosto, e alega possuir uma subscrição de três mil militantes, respeitando assim, supostamente, os Estatutos do MADEM-G15.
Fidélis Forbes, vice-coordenador do MADEM-G15, já anunciou estar disposto a subscrição que exige a realização do congresso extraordinário, em que Sandji Fati está à cabeça da iniciativa.