Guiné-Bissau: Sissoco Embaló reconheceu que faltam magistrados e oficiais de justiça

O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló disse que, ao longo dos últimos anos, a corrupção e o tráfico de drogas permaneceram impunes na Guiné-Bissau, o que, segundo o Presidente, continua a representar uma ameaça séria à estabilidade política do Estado e um factor de risco para as ambições de desenvolvimento económico e progresso social.

Sissoco Embaló discursava esta terça-feira, 22 de Outubro, durante a tomada de posse de 11 novos Procuradores da República. O presidente aproveitou para reconhecer a falta de magistrados e oficiais de justiça, bem como a falta de recursos materiais e logísticos para o sector.

“Ninguém pode negar que temos esforçado muito para, progressivamente, ir resolvendo problemas e superando dificuldades”, disse, e elogiou o passo de “recompor e operacionalizar as estruturas intermédias do Ministério Público” através da instalação de Procuradorias Provinciais.

“É a vossa própria contribuição para que os crimes sejam investigados com competência profissional, com imparcialidade e com garantias de que os culpados serão punidos de acordo com a lei aplicável. É isso o que os guineenses esperam dos Procuradores da República”, sublinhou o Chefe de Estado guineense.

Umaro Sissoco Embaló reiterou na mesma ocasião a sua determinação em continuar a exercer a Magistratura Presidencial na luta comum contra criminalidade organizada interna e transnacional, destacando como prioridade “o narcotráfico, o branqueamento de capitais e a corrupção”.

Mamandin Indjai

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