O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou este domingo, 4 de maio, que pagou a todos os políticos que o apoiaram durante as eleições presidenciais de 2019. A declaração surge em resposta aos antigos aliados que agora integram a Aliança Patriótica Inclusiva – Cabaz Garandi.
“Não tenho compromisso moral com ninguém”, afirmou Sissoco Embaló aos jornalistas, à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da estrada Safim-Mpack, realizada em Bula, na região de Cacheu.
O Presidente reiterou ainda que “o 1 de fevereiro não se repetirá”, referindo-se ao golpe militar frustrado de 2022, e alegou ter ouvido “alguém dizer que tem influência nas Forças Armadas“, num contexto em que se discute a escolha do candidato presidencial no âmbito do Acordo de Paris, assinado pelas coligações PAI–Terra Ranka e API–Cabaz Garandi, no passado dia 25 de abril.
Sissoco Embaló defendeu ainda que “todos os candidatos que se apresentem às eleições devem estar limpos, pagar todos os impostos – não apenas os candidatos à Presidência da República, mas também os deputados à Assembleia Nacional Popular”.
Na mesma ocasião, garantiu que o antigo primeiro-ministro, Aristides Gomes, será julgado e condenado por “dinheiro roubado ao Estado da Guiné-Bissau”.