O governo brasileiro recusou o pedido dos Estados Unidos para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A solicitação foi feita por representantes do Departamento de Estado norte-americano durante uma reunião em Brasília, como parte de uma estratégia para intensificar o combate a redes criminosas transnacionais. As autoridades americanas argumentaram que a designação permitiria a aplicação de sanções mais severas e facilitaria ações legais contra membros dessas facções.
O secretário nacional de Segurança Pública do Brasil, Mario Sarrubbo, explicou que a legislação brasileira define terrorismo como atos de violência motivados por razões políticas, religiosas ou raciais.
Segundo ele, o PCC e o CV são considerados organizações criminosas voltadas para o lucro através de atividades ilícitas, como tráfico de drogas e armas, e não se enquadram na definição legal de terrorismo no país.
Apesar da recusa, o governo brasileiro reafirmou seu compromisso no combate ao crime organizado e na cooperação internacional para enfrentar essas ameaças.