O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, assinaram esta terça-feira um Acordo de Livre Comércio (ALC) que cria uma zona económica integrada com quase 300 milhões de pessoas e um PIB conjunto superior a 4,3 biliões de dólares (cerca de 4 biliões de euros).
O acordo prevê a liberalização de mais de 97% das exportações entre os dois blocos, abrindo caminho para maior acesso a mercados, reforço da segurança jurídica e simplificação de regras aduaneiras. Segundo os signatários, o ALC deverá beneficiar sobretudo as pequenas e médias empresas, ampliando oportunidades comerciais e de investimento.
Abrangente, o tratado cobre áreas como comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, defesa comercial, medidas sanitárias e fitossanitárias, concorrência, barreiras técnicas ao comércio e desenvolvimento sustentável.
As negociações tiveram início em 2017, em Buenos Aires, e incluíram 14 rondas formais, além de três encontros presenciais em 2025, que permitiram concluir o texto final.
Os dois blocos comprometem-se agora a acelerar os processos de ratificação, para garantir a entrada em vigor “o mais breve possível”.