Guiné-Bissau: Fernando Dias e Geraldo Martins deixam embaixada e DSP sai hoje da prisão

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), deverá ser libertado no final do dia desta sexta-feira, na sequência de uma mediação conduzida por uma delegação ministerial do Senegal, que convenceu as autoridades de transição a autorizar a sua saída da prisão. A libertação ocorrerá sob a condição de prisão domiciliária, segundo informações apuradas junto de fontes diplomáticas.

A mesma missão senegalesa obteve igualmente garantias para a saída do candidato independente Fernando Dias da Costa da Embaixada da Nigéria, em Bissau, onde se encontrava refugiado, bem como do antigo primeiro-ministro Geraldo Martins. A deslocação para as respetivas residências deverá concretizar-se ao longo desta sexta-feira.

De acordo com uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o enviado especial do Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, acompanhará pessoalmente a saída de Fernando Dias da Costa da missão diplomática nigeriana até à sua residência, numa operação acompanhada de perto pelas autoridades de transição.

O mesmo representante senegalês deverá igualmente assistir à libertação do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e à sua condução para a residência no bairro de Luanda. No local, o dirigente político ficará sob vigilância permanente, com elementos das forças de segurança destacados para acompanhar a sua casa vinte e quatro horas por dia.

Até ao momento, não são ainda conhecidas as medidas concretas que serão impostas a Domingos Simões Pereira, a Fernando Dias da Costa e a Geraldo Martins, nomeadamente eventuais restrições de circulação, comunicação ou atividade política. As autoridades de transição não se pronunciaram oficialmente sobre os termos do acordo alcançado com a delegação senegalesa.

A libertação anunciada surge num contexto de forte pressão regional e internacional, numa tentativa de reduzir a tensão política e abrir espaço para uma saída negociada da crise que se instalou no país após a interrupção do processo eleitoral.

(foto arquivo)

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