Alemanha não está suficientemente preparada para emergências, alertam especialistas

Falhas de energia, ciberataques e sabotagem tornam as infraestruturas críticas da Alemanha mais vulneráveis do que se imagina. Especialistas avisam que ataques híbridos podem paralisar cidades e sobrecarregar hospitais.

Ferdinand Gehringer, consultor de segurança, critica o desmantelamento das medidas de proteção civil, sem atualização de equipamentos ou reforço de efetivos. Recentes incidentes em Berlim e perturbações em aeroportos mostram que ataques de pequena escala já podem causar caos.

A ameaça de ataques híbridos, possivelmente da Rússia, pode afetar sistemas ferroviários, centrais elétricas e redes de telecomunicações. Muitos postes de telemóveis não têm energia de emergência e a rede entra em colapso em 30 a 45 minutos.

O Ministério do Interior recomenda que cidadãos e empresas se preparem, armazenando alimentos e participando em exercícios de proteção civil, prática já consolidada na Suécia. A Alemanha conta com cerca de 2.800 pessoas na proteção civil, mas os recursos são limitados. O Estado armazena alimentos em mais de 150 locais secretos, incluindo arroz, trigo, leguminosas e leite condensado.

Hospitais estão mal preparados para crises: um estudo da Federação Alemã de Hospitais (2025) revela que apenas um quarto possui planos de defesa e a maioria atingiria os limites em poucos dias. Para melhorar, seriam necessários 2,7 mil milhões de euros para preparar instalações para ataques informáticos e sabotagem.

O Bundestag aprovou a lei KRITIS umbrella para reforçar a proteção de infraestruturas críticas, e o ministro do Interior anunciou um “Pacto para a Proteção Civil” com investimentos de 10 mil milhões de euros até 2029, incluindo veículos de emergência, centros de comando e reforço da comunicação em crises.

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