Os cidadãos russos estão a destinar 39% do seu orçamento familiar à alimentação, o valor mais elevado em 16 anos, segundo dados da Rosstat. O nível é semelhante ao registado em 2008 e é visto por economistas como um sinal de pressão sobre o poder de compra.
Embora as estatísticas oficiais indiquem inflação de 5,6% no final de 2025 e crescimento do rendimento real, inquéritos citados pela Gallup revelam que um terço dos russos afirma não ter dinheiro suficiente para alimentação.
O Banco Central da Rússia aponta para maior recurso a promoções, queda nas vendas de carne e substituição por produtos mais baratos. Apesar disso, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin mantém que a economia está “estável”, numa altura em que analistas alertam para riscos de estagnação e maior pressão orçamental.