O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que se opõe à reativação do Oleoduto Druzhba, responsável pelo transporte de petróleo russo para a Europa, considerando que isso equivale a aliviar as sanções contra a Rússia.
Segundo Zelenskyy, a União Europeia estará a pressionar a Ucrânia a reparar rapidamente o oleoduto, a pedido da Hungria e da Eslováquia, países que dependem deste abastecimento energético.
O líder ucraniano alertou que retomar o fluxo de petróleo russo teria custos políticos e poderia enfraquecer a política de sanções aplicada contra Moscovo. Ainda assim, admitiu que Kiev poderá ser obrigada a aceitar a reativação caso esteja em causa apoio financeiro ou militar vital.
O oleoduto ficou inoperacional após danos registados no final de janeiro. A Ucrânia atribui o incidente a um ataque russo, enquanto Budapeste acusa Kiev de bloquear o fornecimento por motivos políticos e pede uma inspeção internacional.
Entretanto, Bruxelas garante que a política de sanções contra a Rússia se manterá, mesmo perante pressões relacionadas com a segurança energética europeia. A UE pretende eliminar totalmente as importações de energia russa até 2028.