O corpo de um homem identificado como Vigário Luís Balanta, ativista guineense e líder do movimento cívico Pô di Tera, foi encontrado sem vida numa bolanha de Ndam Lero, no setor de Nhacra, em circunstâncias ainda por esclarecer, informaram fontes locais e autoridades.
De acordo com informações recolhidas no terreno, o cadáver apresentava sinais evidentes de extrema violência. Foram retirados dois projéteis de arma do tipo AK do corpo, que também exibia ferimentos provocados por arma branca, nomeadamente na região da garganta e no calcanhar. A vítima, que trajava uma camisa interior branca e calças de ganga, apresentava ainda indícios de agressões físicas adicionais, incluindo cabelo arrancado e vestígios de areia, sugerindo que o corpo terá sido arrastado após a morte.
Equipas da Polícia Judiciária e dos serviços de saúde deslocaram-se ao local para proceder às diligências periciais, enquanto decorrem investigações com vista ao apuramento das circunstâncias do crime e à identificação dos autores.
Entretanto, a Frente Popular atribuiu a responsabilidade pela morte do ativista a “milícias” ligadas ao que designa como “regime terrorista e golpista”, numa nota divulgada esta terça-feira, 31 de março, nas redes sociais. O movimento classificou o homicídio como uma “execução bárbara” e um crime de natureza “macabra”.
Na mesma comunicação, a organização sublinha que “mataram o corpo, mas não os ideais de liberdade, justiça e dignidade” defendidos por Balanta, reafirmando a continuidade da sua luta por uma Guiné-Bissau “livre do medo, da violência e da mentira”. O grupo conclui ainda que “nenhum crime ficará impune”, prometendo responsabilização pelos alegados autores.
Até ao momento, não houve confirmação oficial por parte das autoridades quanto à identidade da vítima nem reação do Governo às acusações formuladas.
One Comment
Muito triste, crime contra povo e as mulheres lutadoras