O Movimento Revolucionário Pó de Terra afirmou esta segunda-feira, 6 de abril, que conhece os autores materiais e os alegados mandantes do assassinato do seu secretário-geral, Vigário Luís Balanta, classificando o crime como uma “execução política”.
Em manifesto tornado público, a organização indica estar a recolher provas com vista à responsabilização dos envolvidos, embora não tenha apresentado, até ao momento, elementos documentais que sustentem as acusações.
O movimento responsabiliza “milícias ligadas ao regime” pelo homicídio, apontando uma alegada motivação política. No mesmo documento, denuncia o que descreve como controlo do sistema judicial, defendendo que a ausência de imparcialidade institucional poderá levar à mobilização popular por justiça.
Entretanto, o Pó de Terra anunciou a designação de um novo secretário-geral interino, cuja identidade permanece em sigilo, invocando razões de “segurança estratégica”.
A organização dirige ainda apelos a diversos segmentos da sociedade, incluindo jovens, mulheres, intelectuais, trabalhadores, camponeses, militares e diáspora, no sentido de reforçar a mobilização nacional em torno do que designa como uma “segunda independência”.
No plano internacional, o movimento solicita maior envolvimento da comunidade internacional, apelando à adoção de sanções e ao aumento da pressão diplomática sobre as autoridades, advertindo que a “paciência do povo tem limites”.
No enquadramento político apresentado, o Pó de Terra sustenta que a Guiné-Bissau encontra-se “sequestrada” por redes de criminalidade organizada e interesses ilícitos, enquadrando o conflito atual como parte de um processo de “resgate nacional”.
O movimento promete ainda manter vigilância permanente, continuar a denunciar alegadas irregularidades e agir “com inteligência e prontidão”, sem, no entanto, detalhar os meios a utilizar.