O Parlamento Europeu propôs um reforço de 10% no próximo orçamento plurianual da União Europeia para o período 2028-2034, face à proposta de cerca de 2 biliões de euros apresentada pela Comissão Europeia.
A posição foi definida pela Comissão dos Orçamentos e prevê que o aumento seja distribuído por áreas prioritárias como competitividade económica, inovação e investigação (através do programa Horizonte) e ação externa da UE, incluindo segurança e ajuda humanitária.
Os eurodeputados defendem ainda que o reembolso da dívida do programa Next Generation EU — criado para responder à crise da COVID-19 — não seja incluído dentro dos limites do orçamento, ao contrário do que propõe a Comissão. O objetivo é evitar cortes em áreas como agricultura, apoio às PME, ciência ou programas de mobilidade como o Erasmus.
Outro ponto de divergência prende-se com a criação de planos nacionais para gerir os fundos europeus, ideia avançada pela Comissão e criticada pelo Parlamento, que considera que pode reduzir a transparência e gerar desigualdades entre Estados-membros.
O orçamento de longo prazo da UE terá ainda de ser negociado entre o Parlamento e os 27 países do bloco, com o objetivo de alcançar um acordo até ao final do ano.