Guiné-Bissau: PAIGC prepara Congresso e reforça diálogo com Grupo Reflexão

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se esta terça-feira, 12 de maio, sob presidência do vice-presidente Califa Seidi, para analisar a situação política interna do partido, com destaque para as celebrações do 70.º aniversário da formação e os preparativos do XI Congresso, previsto para o segundo semestre deste ano.

Durante o encontro, o órgão aprovou o programa oficial das comemorações dos 70 anos do partido, lançadas a 26 de abril, incentivando todas as estruturas partidárias a mobilizarem-se para garantir o sucesso das celebrações.

No plano interno, a Comissão Permanente validou o Termo de Compromisso assinado a 8 de maio entre a Comissão de Diálogo Interno e o Grupo de Reflexão, corrente composta por militantes e dirigentes críticos da atual direção. O partido saudou o avanço do diálogo e felicitou a Comissão de Diálogo pelo trabalho desenvolvido, apelando simultaneamente à unidade e coesão internas perante os desafios políticos futuros.

Com vista à organização do XI Congresso, foi igualmente aprovada a composição da Comissão Nacional Preparatória, cuja ratificação deverá agora ser submetida ao Comité Central. A estrutura será presidida por Adriano Gomes Ferreira, conhecido como Atchutchi, tendo Ule Na Biutcha como vice-presidente.

Integram ainda a comissão Fodé Cassamá, Lassana Seidi, Francisco Conduto de Pina, Mário Musante da Silva, Pauleta Camara, Dickson Varela, José Carlos Esteves e Iaia Maria Turé. O grupo recebeu instruções para iniciar imediatamente os trabalhos preparatórios do congresso.

A Comissão Permanente voltou também a condenar a detenção do líder do partido, Domingos Simões Pereira, há seis meses, em condições consideradas “desumanas”, denunciando restrições de acesso a médicos e advogados. O órgão exigiu a sua “libertação imediata e incondicional”, bem como a reabertura da sede nacional e das estruturas regionais do partido.

O PAIGC condenou ainda alegadas violações de direitos contra dirigentes políticos não alinhados com as atuais autoridades políticas e exigiu a conclusão das investigações sobre o assassinato do ativista Vigário Luís Balanta.

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