A Índia está a construir no deserto de sal de Rann of Kutch, no estado de Gujarat, aquele que deverá tornar-se o maior parque solar do mundo. O complexo de Khavda terá cerca de 60 milhões de painéis solares e capacidade para produzir 30 gigawatts de energia até 2029.
O projeto ocupará uma área de aproximadamente 725 quilómetros quadrados e deverá gerar eletricidade suficiente para abastecer países inteiros de média dimensão. A iniciativa reforça a aposta indiana na transição energética e na redução da dependência do carvão.
O parque inclui tecnologias automatizadas para manutenção dos painéis, com robôs que realizam limpeza noturna utilizando ar seco, evitando o consumo de água numa região marcada pela escassez hídrica.
Nos últimos anos, a Índia acelerou fortemente o investimento em energia solar. A capacidade instalada do país já ultrapassa os 150 gigawatts e continua a crescer rapidamente, apoiada pela queda do preço dos painéis solares e por metas nacionais de descarbonização.
Apesar do avanço das renováveis, o carvão ainda representa a maior parte da produção elétrica indiana. Para responder ao crescimento da energia limpa, o governo planeia investir mais de 100 mil milhões de dólares na modernização da rede elétrica e em sistemas de armazenamento energético, incluindo baterias de grande escala.
Especialistas apontam a estratégia indiana como um possível modelo para outras economias emergentes que procuram crescer economicamente sem repetir a forte dependência de combustíveis fósseis observada noutras potências industriais.