ONU prevê aumento dos fenómenos meteorológicos extremos e subida do preço dos alimentos

O relatório anual da Organização das Nações Unidas relativo ao clima e à economia mundial, prevê, para 2024, um aumento de eventos meteorológicos extremos a nível global e uma subida dos preços dos alimentos.

A ONU sublinha no relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas 2024 que a crise económica e climática vai agudizar-se e chama a atenção para a importância da cooperação global e de políticas prudentes para impulsionar o crescimento global e acelerar o progresso rumo ao desenvolvimento sustentável. Os países em desenvolvimento, especialmente os mais pobres e vulneráveis, estão mais expostos à catástrofe climática e, sem apoio das economias mais desenvolvidas, praticamente desprotegidas.

Perspetiva-se que o impacto das alterações climáticas, em 2024, será mais intenso e frequente, designadamente os fenómenos meteorológicos extremos. O El Niño, fenómeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, irá afetar os padrões de precipitação em muitos países, causando secas ou inundações extremas e, consequentemente, afetando a produção agrícola e o preço dos alimentos.

Os países onde a agricultura representa a maior parte do PIB serão os mais afetados. A seca será mais provável na América Central, no Sul da Ásia, no Sudeste Asiático, na África Austral e no Sahel. A região do Pacífico Central pode assistir a mais tempestades e furacões e as chuvas tenderão a afetar a costa equatorial da América do Sul.

Apesar das nações desenvolvidas serem as principais poluidoras do mundo, serão as nações pobres as mais afetadas pois estão menos equipadas para gerir as mudanças climáticas e carecem de recursos, tecnologia e capacidade de adaptação aos impactos das alterações climáticas.

A ONU destaca que a redução das emissões a nível global é essencial para diminuir os impactos das alterações climáticas, alertando para a necessidade de financiar o investimento verde para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C, tal como estabelecido no Acordo de Paris, em 2015.

Por fim o organismo alerta que, embora o crescimento económico mundial, em 2023, tenha superado as expectativas, com várias grandes economias a demonstrarem uma grande resiliência, a economia mundial continua a enfrentar múltiplas crises, comprometendo o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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