O Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, no valor de 20 000 euros, foi atribuído ao investigador José Pacheco Pereira.
O júri, ao qual presidiu Guilherme d`Oliveira Martins, membro da Academia das Ciências de Lisboa, escolheu José Pacheco Pereira, 74 anos, “atendendo ao seu percurso de vida no tocante ao empenhamento em prol da defesa do interesse público, em especial quanto ao conhecimento histórico e à preservação do património cultural, graças à criação da Biblioteca e Arquivo Ephemera, que tem permitido a reunião de documentos e objetos únicos, indispensáveis para a melhor compreensão dos acontecimentos da história política portuguesa”, lê-se na declaração enviada à agência Lusa.
José Álvaro Machado Pacheco Pereira foi professor, político e tem colaborado regularmente na imprensa, na rádio e na televisão. Pacheco Pereira há muito tempo que se dedica à preservação de livros, periódicos, documentos e objetos ligados à memória da história contemporânea portuguesa, criou e mantém o Arquivo/Biblioteca Ephemera, no Barreiro, “o maior arquivo privado português”, recorda o mesmo documento.
Esta é a 6ª edição do Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, instituído pela Estoril Sol, em homenagem à memória do escritor e político Vasco Graça Moura (1942-2014). O galardão foi entregue, pela primeira vez, em 2016 ao ensaísta Eduardo Lourenço. José Carlos Vasconcelos recebeu-o em 2017, o escritor e investigador Vítor Aguiar e Silva, em 2018, a atriz Maria do Céu Guerra, em 2019, o fadista Carlos do Carmo, em 2020. Em 2021, o gestor e jurista Emílio Rui Vilar, ex-administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, foi o distinguido. No ano passado, foi a vez da pintora Graça Morais.