A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico após registar um aumento contínuo de casos de chikungunya nas Américas no início de 2026, seguindo a tendência de crescimento observada desde o final do ano passado.
Segundo a agência, a presença do mosquito Aedes aegypti — transmissor também da dengue e do zika — aliada a fatores ambientais como temperaturas elevadas, tem favorecido a propagação da doença.
Países que não registavam circulação do vírus há vários anos, como Guiana, Guiana Francesa e Suriname, voltaram a reportar transmissão local após cerca de uma década sem casos.
Entre 1.º de janeiro e 10 de dezembro de 2025 foram registados globalmente 502.264 casos de chikungunya, incluindo 208.335 confirmados e 186 mortes, em 41 países e territórios. Nas Américas, contabilizaram-se 313.132 notificações, 113.926 confirmações e 170 mortes.
A Opas recomenda o reforço da vigilância epidemiológica e laboratorial, o adequado manejo clínico — com atenção especial a grávidas, bebés, idosos e pessoas com doenças pré-existentes — e a intensificação do controlo do vetor, nomeadamente através da eliminação de criadouros.
A população é incentivada a adotar medidas de proteção individual, como o uso de repelente, redes mosquiteiras e vestuário que cubra braços e pernas, além de eliminar recipientes com água parada.