Assinala-se esta terça-feira, 4 de Março, o Dia Mundial da Obesidade, com o alerta de que existem “8 mil milhões de razões” — uma por cada habitante do planeta — para reforçar a prevenção e o combate a esta doença crónica.
Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, se nada for feito, metade da população mundial poderá viver com excesso de peso ou obesidade até 2035. Os custos globais associados à doença poderão atingir três biliões de dólares por ano no final da década e ultrapassar os 18 biliões até 2060.
Em 2022, mais de 390 milhões de crianças e adolescentes entre os cinco e os 19 anos viviam com excesso de peso, enquanto cerca de 35 milhões de menores de cinco anos estavam na mesma condição. No total, estima-se que 2,5 mil milhões de adultos apresentavam excesso de peso, dos quais 890 milhões viviam com obesidade. A OMS sublinha que as taxas quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes entre crianças e adolescentes, tornando a obesidade um dos maiores desafios globais de saúde pública e equidade.
Segundo a organização, a obesidade resulta do desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, mas também pode estar associada a factores ambientais, psicossociais e genéticos. A falta de acesso a alimentos saudáveis a preços acessíveis, a escassez de espaços para a prática de actividade física e respostas insuficientes dos sistemas de saúde contribuem para o agravamento do problema, que deixou de estar circunscrito aos países de alto rendimento e afecta cada vez mais as nações de baixo e médio rendimento.
A OMS, em parceria com a Federação Mundial de Obesidade, defende a implementação de políticas públicas eficazes, desde a promoção de dietas equilibradas e actividade física regular até à melhoria do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento.
A obesidade é considerada um dos principais factores de risco para doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e vários tipos de cancro.