A doença de Parkinson poderá não ser apenas uma perturbação do movimento. Um estudo recente indica que a patologia envolve uma rede cerebral mais ampla, responsável por ligar pensamento, ação e funções internas do organismo.
Embora seja conhecida sobretudo por sintomas motores, como tremores e rigidez, a doença pode também afetar o sono, a cognição e a regulação do corpo. Os investigadores identificaram como fator comum a disfunção da rede somato-cognitiva de ação (SCAN), descoberta em 2023, que liga o córtex motor a regiões profundas do cérebro.
A análise de dados de quase 900 pessoas mostrou que, nos doentes com Parkinson, esta rede apresenta uma conectividade excessiva, associada a sintomas mais graves. Os resultados indicam ainda que tratamentos atuais reduzem essa alteração e que a estimulação magnética transcraniana, aplicada de forma direcionada, pode melhorar a função motora.
As conclusões reforçam a ideia de que o Parkinson é uma doença de redes cerebrais e abrem novas perspetivas para terapias mais precisas e eficazes.