Relógios inteligentes, anéis e aplicações de sono são cada vez mais populares, mas os especialistas alertam que estes dispositivos têm limitações importantes. Embora consigam identificar com bastante precisão quando uma pessoa está a dormir ou acordada, não medem o sono de forma direta, baseando-se antes em dados como o movimento e a frequência cardíaca.
Segundo investigadores, os monitores são úteis para acompanhar tendências ao longo do tempo, mas não devem ser usados como uma avaliação definitiva da qualidade do sono, sobretudo no que diz respeito às fases como o sono REM. Uma única noite com maus resultados não é motivo de preocupação.
Neurologistas alertam ainda para o risco de ansiedade associada à obsessão com pontuações de sono, um fenómeno conhecido como ortossónia. Em vez disso, recomendam apostar em hábitos saudáveis, como manter horários regulares, evitar ecrãs antes de dormir e criar uma rotina relaxante.
Apesar das limitações, os especialistas reconhecem o potencial dos wearables. No futuro, poderão ajudar a detetar problemas de saúde precocemente e a melhorar o acompanhamento médico, desde que os dados sejam usados com moderação e bom senso.