Angola acolhe Cimeira Financeira Africana e reforça confiança internacional segundo José de Lima Massano

A escolha de Luanda para acolher a próxima edição da Cimeira Financeira de África (AFIS), prevista para Novembro deste ano, foi apontada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano , como um forte sinal de confiança internacional nas reformas económicas em curso no país.

Durante uma intervenção em Kigali, perante o Conselho de Administração da Africa Financial Industry Summit, o governante afirmou que a escolha da capital angolana demonstra igualmente a ascensão de Luanda como um importante centro financeiro emergente no continente africano. Segundo Massano, o evento será uma oportunidade estratégica para aproximar governos, investidores e instituições financeiras internacionais.

O responsável destacou que Angola pretende transformar a cimeira numa plataforma para resultados concretos, incluindo o fortalecimento de parcerias nos sectores da energia, agricultura, indústria e economia digital.

José de Lima Massano sublinhou ainda as reformas inovadoras pelo Executivo angolano, apontando avanços na simplificação administrativa, melhorias nos processos de licenciamento e reforço das garantias legais aos investidores. Referiu-se também às mudanças no mercado cambial, incluindo a liberalização dos fluxos financeiros transfronteiriços, e o programa de privatizações que já envolve mais de 100 empresas públicas.

O ministro destacou que os efeitos das reformas começaram a reflectir-se na economia nacional, com o sector não petrolífero a crescer acima de 5% ao ano nos últimos dois anos, representando actualmente cerca de 86% da actividade económica do país. Paralelamente, Angola tem investido em infra-estruturas estratégicas como energia, estradas, portos, caminhos-de-ferro e conectividade digital para participação na competitividade e integração económica.

À margem do Africa CEO Forum 2026, que reúne cerca de 2.500 participantes de 75 países, José de Lima Massano manteve encontros com representantes de grandes grupos internacionais, incluindo a DP World, Schneider Electric, Airbus e VISA, reforçando os contactos destinados à captação de investimentos para Angola.

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