O Sindicato dos Trabalhadores das Pescas denunciou a participação de altos dirigentes de Angola no arrasto de pescado para exportação.
A denúncia foi feita através do porta-voz do sindicato dos trabalhadores do Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, Bráulio Firmino, que partilhou a sua preocupação no que diz respeito à pesca de arrasto. A seu ver, essa prática tem contribuído para a escassez de peixe no país.
A mesma fonte referiu que as embarcações de pescado que utilizam a técnica de arrastão são detidas por pessoas com responsabilidades no Governo e que as mesmas têm optado por vender ao estrangeiro o melhor peixe das suas capturas.
“As embarcações de arrastos, podem ir para o mar duas vezes por mês e em cada vez podem fazer 100 milhões de kwanzas ou mais”, declarou Bráulio Firmino, citado pelo “Correio da Kianda”.
“Nós temos pessoas até, que são do executivo – para não avançar nomes – que têm cerca de 48 licenças. Uma só pessoa tem 48 licenças”, expôs.