Um inquérito divulgado pelo “Expansão” indica que só um quarto dos angolanos está satisfeito com o caminho da democracia em Angola.
Ao contrário do que se verifica na maioria dos 39 países africanos analisados, o apoio à democracia fortaleceu-se em Angola entre 2019 e 2022 e a rejeição a alternativas autoritárias também.
No entanto, os angolanos inquiridos são dos mais insatisfeitos com a qualidade da sua democracia e o apoio à mesma registou um retrocesso (45%) no inquérito deste ano, realizado de 27 de março a 19 de abril de 2024.
Apenas 38% dos inquiridos considera que o país é uma democracia (completa ou com pequenos problemas), e um universo restrito de 24% diz-se razoavelmente/muito satisfeito com a forma como a democracia funciona.
O descrédito dos angolanos inquiridos mede-se pelas respostas sobre as instituições e os seus líderes. Apenas 29% aprova a maneira como o Presidente da República, João Lourenço, tem desempenhado as suas funções nos 12 meses anteriores à realização dos inquéritos (percentagem que desce para 26% no inquérito deste ano), e só 25,7% aprova os deputados à Assembleia Nacional.
O desempenho do Governo chumba em toda a linha, com uma reprovação de 74,2% na gestão da economia, e cartões vermelhos na criação de emprego (87,3%) e estabilidade dos preços (86,2%).