O consórcio que vai gerir a linha férrea do Corredor do Lobito, em Angola, assegurou um financiamento de 753 milhões de dólares (647 milhões de euros), com a consultoria financeira da portuguesa Eaglestone e da Corporação Financeira Africana (AFC).
Do total, 553 milhões de dólares provêm da Corporação Internacional para o Desenvolvimento do Financiamento e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África Austral. O projeto abrange a reabilitação e operação de 1.300 km de ferrovia, permitindo aumentar dez vezes a capacidade de transporte, para cerca de 4,6 milhões de toneladas por ano, e reduzir em 30% os custos de transporte de minerais.
Além do impacto económico direto, o projeto deverá gerar emprego durante a construção e operação, desenvolver mão de obra qualificada, melhorar padrões de segurança e dinamizar a economia local ao longo do corredor. O objetivo é transformar a ferrovia num eixo económico entre o Lobito e a fronteira com a República Democrática do Congo.
O consórcio LAR, vencedor da concessão, é composto pela portuguesa Mota-Engil, pela suíça Trafigura e pela Venturis, operador ferroviário. O financiamento permitirá investir em novos vagões, modernizar sistemas de comunicação e localização, reabilitar infraestruturas logísticas e armazéns, garantindo maior eficiência e operação sustentável da ferrovia.