O líder da CASA-CE, Manuel Fernandes, considera que, “se houvesse uma política séria de combate à corrupção, as cadeias estariam abarrotadas” em Angola.
A citação é feita pelo “Novo Jornal”, a quem o dirigente deu uma entrevista em que falou sobre diferentes temas, que incluíram a governação do país, a divisão administrativa e as autarquias.
Manuel Fernandes disse reconhecer que a saída de Abel Chivukuvuku da coligação CASA-CE contribuiu para os resultados negativos obtidos nas eleições de 2022.
Em relação ao facto de a CASA-CE conseguir manter os seus comissários na Comissão Nacional Eleitoral (CNE) mesmo sem ter assento no Parlamento, Fernandes explicou que tal se deve ao facto de o mandato dos comissários ser de cinco anos e que, se após as eleições o partido não estiver no Parlamento, os comissários não perdem automaticamente o mandato.
Ou seja, explicou, os comissários da CASA-CE na CNE estão de forma legal e o mandato dos mesmos foi alcançado quando a coligação estava no Parlamento.