Angola: Oposição acusa MPLA de querer dividir Luanda para não perder a capital

A UNITA e o Bloco Democrático, partidos na oposição em Angola, consideram que o desgaste da imagem do MPLA, principalmente em Luanda, capital do país, levou a que a formação política procurasse a divisão geográfica da província de Luanda para continuar a deter o poder. 

Recorde-se que o Bureau Político do MPLA decidiu propor ao Grupo Parlamentar que avançasse na Assembleia Nacional com uma iniciativa de divisão de Luanda em duas províncias, no âmbito das discussões sobre reordenamento político-administrativo do país. 

Após ter perdido para a UNITA as eleições de 2022 em Luanda (onde a UNITA tem três deputados e o MPLA dois), o MPLA e o seu Governo têm procurado soluções para reverter esse resultado. 

Para a UNITA, principal partido da oposição em Angola, o seu principal opositor político quer dividir para reinar. Segundo o seu porta-voz, Marcial Dachala, “o MPLA perdeu as eleições de 2022 em Luanda e, constando a degradação acentuada da sua popularidade na principal praça eleitoral do país, quer dividir a província”, cita o “Novo Jornal”. 

“Recentemente o Parlamento aprovou a divisão de duas províncias, nomeadamente Kuando Kubango e Moxico. Agora surge a ideia de Luanda. Isso mostra quanto o partido no poder está preocupado e não gosta de dialogar”, acrescentou, considerando que a melhor via de responder aos problemas dos cidadãos é a implementação das autarquias em todo o território angolano. 

Por sua vez, o secretário-geral do Bloco Democrático, Muata sebastião, declarou que a divisão da província de Luanda não resolve os graves problemas que a capital enfrenta. 

“Prevendo o perigo das eleições no ano de 2027, o MPLA resolveu orientar o seu Grupo Parlamentar a propor a divisão da província de Luanda. Isso não resolve os problemas”, concluiu, acrescentando que o partido no poder governa a capital ilegitimamente.

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