Angola propõe fundo internacional para justiça reparatória em África

Angola defendeu a criação de um Fundo Internacional para a Justiça Reparatória, sob coordenação das Nações Unidas, destinado a financiar programas de desenvolvimento, educação, saúde e redução das desigualdades em comunidades africanas e afrodescendentes.

A proposta foi apresentada por Dionísio da Fonseca, em representação do Presidente João Lourenço, durante uma conferência realizada em Acra sobre a implementação da resolução da ONU que reconhece a escravatura e o tráfico transatlântico de africanos como crimes contra a humanidade.

Além do fundo internacional, Angola propôs a criação de um mecanismo global de verdade e memória sobre a escravatura e o colonialismo, a restituição do património cultural africano e programas de capacitação económica e tecnológica para jovens e mulheres.

O país defendeu ainda uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com a inclusão de países africanos como membros permanentes.

Segundo o representante angolano, as consequências da escravatura continuam visíveis nas desigualdades económicas, discriminação racial e exclusão social, pelo que a justiça reparatória deve traduzir-se em medidas concretas e não apenas simbólicas.

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