O ministro das Relações Exteriores, Téte António, defendeu esta segunda-feira, 6 de outubro, em Luanda, a necessidade de modernizar e fortalecer a diplomacia angolana para que continue a ser um instrumento essencial de paz, desenvolvimento e soberania nacional nas próximas décadas.
O apelo foi feito durante a abertura da conferência “O Papel da Diplomacia na Conquista e Preservação da Independência Nacional”, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência de Angola.
O governante destacou a importância de formar um novo perfil de diplomata angolano — profissional, patriota e eficaz — capaz de representar o país com excelência, mesmo perante limitações materiais e financeiras. Téte António defendeu ainda a valorização e motivação dos quadros diplomáticos, propondo a revisão do Estatuto Remuneratório e a criação de mecanismos de reconhecimento dos diplomatas jubilados e das suas famílias.
Sublinhando o papel de Angola como mediadora e promotora da paz em África, o ministro recordou a contribuição do país em processos de reconciliação na República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Sudão, Sahel e Golfo da Guiné, bem como o papel histórico na libertação da Namíbia e no fim do apartheid na África do Sul. Acrescentou que a diplomacia nacional tem-se adaptado à nova ordem mundial, com crescente ênfase na diplomacia económica e na integração competitiva de Angola nos mercados regionais e globais.
A conferência, que decorre durante dois dias na Marginal de Luanda, reúne representantes do Executivo, do Parlamento, do poder judicial, embaixadores, académicos e antigos diplomatas. O evento encerra esta terça-feira com a entrega de medalhas e diplomas de reconhecimento a personalidades da diplomacia angolana, num gesto que pretende homenagear o contributo de várias gerações de diplomatas para a afirmação internacional de Angola.