Bonecas hiper-realistas que simulam recém-nascidos humanos, conhecidas como “bebés Reborn”, estão a ganhar popularidade no Brasil, sobretudo nas redes sociais. Os inúmeros vídeos de pessoas a cuidar destas bonecas como se fossem bebés reais têm gerado reações emocionadas e críticas.
Enquanto muitos consideram estas bonecas terapêuticas e procuram-nas para conforto emocional, há quem critique encenações públicas, como partos simulados e passeios em centros comerciais.
Na reunião anual de bonecas Reborn, em São Paulo, os entusiastas defenderam a prática, mas críticos argumentam que a atenção política ao tema desvia o foco de questões nacionais mais urgentes.
A polémica chegou ao poder legislativo.
A Câmara dos Deputados registou três projetos para regulamentar as “Reborn”, incluindo proibir que recebam atendimento médico ou ocupem lugares preferenciais em transportes.
Em maio, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma proposta para reconhecer os artesãos de bonecas Reborn, aguardando agora a aprovação do presidente da câmara.
Existem já casos, nomeadamente expostos em redes sociais, que confirmam pessoas a procurarem cuidados médicos para estas bonecas no Brasil.
Apesar de ainda não haver registos oficiais de casos extremos, o debate sobre as bonecas Reborn reflete questões mais profundas na sociedade brasileira: até que ponto estas práticas são inofensivas ou indicam necessidades de apoio psicológico e social? O tema continua a suscitar debate.