O Brasil reafirmou o seu compromisso com sistemas alimentares sustentáveis, inclusivos e democráticos durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), realizada esta segunda-feira (28) na capital da Etiópia. A delegação brasileira destacou os avanços que permitiram ao país sair novamente do Mapa da Fome da ONU, com forte ênfase nas ações voltadas para os contextos urbanos.
O Ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Wellington Dias, defendeu o papel estratégico do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) no combate à fome. “Assim como o SUS salvou vidas durante a pandemia, o SISAN também salvou milhões”, afirmou o ministro.
Entre as iniciativas destacadas estiveram:
- Estratégia Alimenta Cidades: foca na ampliação da produção, acesso e consumo de alimentos saudáveis nas cidades, beneficiando mais de 77 milhões de pessoas em 91 municípios, com ações como agricultura urbana, cozinhas solidárias e compras públicas.
- AlimentaLAB: laboratório de inovação que identifica soluções eficazes de políticas públicas e fortalece a cooperação Sul-Sul.
- Novo Marco de Políticas Públicas sobre Sistemas Alimentares e Clima: com lançamento previsto para outubro de 2025, alinhará a agenda alimentar às metas climáticas, com base em justiça social, soberania alimentar e participação democrática.
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, lembrou que 85% da população brasileira vive em áreas urbanas, sendo que 25 milhões de pessoas enfrentam desafios ligados a “desertos alimentares”, com pouca oferta de alimentos frescos.