Brasil e China avançaram no diálogo para ampliar a cooperação na produção de medicamentos, vacinas e hemoderivados, com o objetivo de fortalecer a inovação e a soberania tecnológica no setor da saúde. O tema foi discutido numa reunião em Brasília entre autoridades do Ministério da Saúde e representantes da Sinopharm, maior grupo farmacêutico estatal chinês.
O encontro foi liderado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e contou com a presença de dirigentes brasileiros e de uma delegação chinesa chefiada por Huichuang Yang, CEO da CNBG, subsidiária da Sinopharm. A secretária Fernanda De Negri destacou a parceria estratégica entre os dois países e a importância de reforçar a capacidade produtiva nacional.
Durante as conversações, o Brasil apresentou instrumentos de cooperação público-privada, como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), apontados como mecanismos-chave para ampliar o acesso do SUS a produtos estratégicos com maior valor tecnológico.
A reunião insere-se num contexto mais amplo de acordos bilaterais firmados desde 2025, que incluem transferência de tecnologia, produção local de vacinas de nova geração, insumos farmacêuticos ativos e equipamentos médico-hospitalares. Destacam-se também investimentos chineses na fabricação de vacinas no Brasil, com projetos voltados para imunizantes como os da raiva e da varicela.
Vários especialistas avaliam que a cooperação sino-brasileira pode reduzir a dependência de importações, reforçar a autonomia regional em saúde e fortalecer a capacidade de resposta a futuros desafios sanitários.